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Estratégias para garantir uma prescrição livre de erros evitáveis

  • Foto do escritor: Mariana Rech
    Mariana Rech
  • 28 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura


  1. Não confie apenas na memória

    Em pediatria, o ajuste de doses de antimicrobianos depende de diversas variáveis, como peso, idade, idade gestacional em neonatos e função renal. É arriscado basear-se exclusivamente na memorização dessas informações. Utilize ferramentas de suporte à decisão clínica, como UpToDate e Sanford Guide. Verifique sempre se a orientação de dose é por mg/kg/dia ou mg/kg/dose, revise a dose máxima permitida e a compatibilidade com outros fármacos em uso pela criança.


  2. Detalhes importantes na prescrição de soluções orais

    Erros no preparo podem inativar o fármaco ou causar subdose:

    • Reconstituição: Oriente o uso de apenas água potável em temperatura ambiente; a água quente pode inativar o fármaco e a gelada pode favorecer a formação de grumos.

    • Armazenamento: Instrua sobre o acondicionamento em geladeira quando recomendado, evitando a porta do eletrodoméstico ou ambientes de frio extremo que possam levar ao congelamento.

    • Administração: Revise como a medicação deve ser administrada. O processo nem sempre é óbvio para o cuidador. Um erro comum é a dúvida se a marcação da seringa dosadora deve ser feita pela base ou pelo topo da borracha do êmbolo.


  3. Trocas de formulação e de via

    Certos antimicrobianos exigem atenção redobrada devido ao alto risco de danos graves:

    • Anfotericina B: As formulações lipídicas e convencional não são intercambiáveis e possuem dosagens distintas. O uso da dose de uma formulação lipídica (3 a 5 mg/kg/dose) na convencional (0,5 a 1mg/kg/dose) pode causar insuficiência renal aguda, parada cardiovascular e óbito.

    • Penicilina G Benzatina: O uso é exclusivamente por via intramuscular (IM). A administração inadvertida por via endovenosa pode resultar em trombose, danos neurovasculares graves e óbito.


  4. Medicamentos LASA (Look-alike, sound-alike)

    São fármacos com nomes, grafias ou sons semelhantes, como Aciclovir e Ganciclovir ou Ceftriaxona e Cefotaxima. Para evitar erros, as seguintes estratégias são recomendadas:

    • Identificação Dupla: Utilizar nomes de marca e genérico em rótulos e prescrições.

    • Contextualização: Incluir a finalidade clínica do medicamento na prescrição.

    • Barreiras Digitais: Configurar sistemas de prontuário para exigir a digitação de, no mínimo, as cinco primeiras letras do fármaco na pesquisa.

    • Diferenciação Visual (Método CD3): Utilizar letras maiúsculas para destacar as sílabas que diferenciam os nomes (ex: ceFAZolina e cefOXitina).



Para ler mais:




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